terça-feira, setembro 29

Historinhas da tia Lore *-*          /2

Não Natalia, eu não matei a mocinha, ¬’
Não posso matar a personagem principal, sabia ? Senão a história acaba D:
Bom, vamos a parte que interessa. Ficou um pouco grande, mas tudo bem





Parte 2 – De volta pra casa.

“Ela já estava de saída da cidade, então voltou até a pensão, pegou sua mala e entrou no ônibus, sempre seguindo uma bússola mágica que indicava o caminho que deveria seguir. Sentou-se no último banco do ônibus; pra quem olhasse ela era uma jovem de 16 anos sozinha, com um olhar profundo e uma mala gigante. Ela estava acabada, mas mesmo assim agüentou até quando pôde; a terra dos sonhos já era segura, ela fechou os olhos e adormeceu. Tinha um sono leve e estava sempre em alerta, por isso permitiu-se descansar um pouco. Só acordaria quando a bússola começasse a queimar em sua mão, então saberia que havia chegado.
Na terra dos sonhos viu seus pais, mortos há anos por alguns bruxos da Rússia. Sua mãe era caçadora, e seu pai bruxo, isso contradizia totalmente as regras, isso NUNCA havia acontecido antes. Mataram os dois. O que ninguém sabia é que eles havia tido uma filha, a pequena Destiny – agora já não tão pequena.
Destiny cresceu em um lar adotivo, mas descobriu o porque de ser melhor do que as outras crianças quando completou dez anos. Apareceu tudo como numa visão, e ela se descobriu. Seu pai, o bruxo, havia feito um último encanto: quando a filha estivesse pronta, saberia de tudo, com todos os detalhes, memórias e habilidades dos dois.
Naquele sonho, como em todos os outros, seus pais estavam vivos e correndo por um campo de flores para vir abraçá-la, o que não aconteceria nunca, mas ela era uma garota de 16 anos, ainda permitia-se fugir da realidade. De repente, no seu sonho, o sol saiu, e começou a esquentar tudo, e foi ficando muito quente. DROGA , A BÚSSOLA.
Ela abriu os olhos e soltou a bússola no colo. Isso sempre acontecia, essa queimação não era de verdade, era apenas uma sensação térmica, sua mão continuava intacta.
Olhou a placa da cidade, e arregalou os olhos – Borá. Borá? Era a cidade em que cresceu. Não vinha aqui desde os dez, quando fugiu para cumprir sua missão.
Levantou rápido demais e puxou a cordinha, avisando o motorista que alguém queria descer.
Ignorou o ônibus cheio que olhava para ela, ele estava quase vazio quando ela entrou.
O ônibus parou e a garota segurou firme sua mala em uma mão, e colocou a bussola no bolso do casaco e desceu.

- Borá?, esse troço só pode estar louco! Aqui não acontece nada desde…que eu fugi. Coisa idiota.


Ela ainda reclamava enquanto carregava a mala até uma pequena hospedaria. Destiny nasceu em Borá, no ano de 1992, uma cidadezinha no interior de São Paulo que tem cerca de 1.000 habitantes, na verdade é menos que isso, uns 870; algo assim. Era uma cidade minúscula, onde todos se conheciam. Por isso não foi surpresa nenhuma para a garota quando olhares curiosos a seguiam pelas janelas das pequenas casas.
Borá era linda, isso era um fato, mas também era um porre, em termos de agitação. Destiny colocou sua melhor cara de inocente e entrou na hospedaria. A moça do balcão a reconheceu de imediato, era uma antiga colega de classe da garota.

- Destiny? Oh Meu Deus, Destiny, que saudades ! – A garota disse quase pulando em cima de Destiny.


- Bianca, oi. Quanto tempo! – Ela estava sendo falsa, mas quem se importava; ela tinha que cumprir sua missão ali mesmo, não custava nada se ela fizesse as pessoas gostarem dela.


- Muito tempo mesmo, fazem quantos anos? Cinco... seis?


- Quase sete. – Destiny disse com humor. Bianca sempre foi meio burrinha, mas um amor de pessoa, parece que as coisa não mudaram muito nos últimos anos.


-Vem, vamos te arrumar um quarto. Quer algum em especial?


- Não, qualquer um serve. Não vou ficar por muito tempo, é só que… eu precisava lembrar as minhas raízes, dos melhores tempos da minha vida. Só isso. – Ela estava mentindo, muito. Mas todos em volta – que fingiam estar lendo o jornal ou tomando café acreditaram, isso era o que importava; e muitos ficaram comovidos.


- Bom, vamos levar sua mala lá pra cima então, seu quarto é o segundo a direita. – Disse Bianca tentando pegar a mala de Destiny. A mala parecia leve para Destiny, mas ela tinha uma força sobre humana, e Bianca era apenas uma humana comum e fraca.


- Pode deixar que eu levo, Bi – A garota sorriu, mas pegou a mala mesmo assim.


- Deixa de ser boba, eu levo. – Bianca deu um puxão pra tirar a mala da mão de Destiny, que acabou soltando. A mala caiu, era muito pesada. Bianca se perguntava como Destiny conseguiu carregar ISSO, parecia estar cheia de tijolos – na verdade, só roupas, armas, poções, livros, alho, e várias outras quinquilharias para matar entidades maléficas. – UAU, é bem pesada, né ?


- Pois é, é tudo que eu tenho. – Ela fez um olhar triste para Bianca, que parecia realmente comovida, Destiny devia ganhar um Oscar.


- Bom, espera só um segundo, ok ? GUILHERME! – Bianca gritou, aposto que alguém deve ter ficado surdo, porque foi um grito muito agudo.

Sem demorar Destiny sentiu um vento passando pelo seu rosto, um vento mais gelado que o lá fora, mas frio que os que costumava sentir, sabia o que viria em seguida, colocou disfarçadamente a mão no bolso direito onde tinha uma faca para matar demônios.
Um garoto apareceu, ele era lindo. Era alto, forte, tinha cabelos pretos e olhos tão pretos quanto, e simplesmente deslumbrou Destiny. Ela teve que piscar duas vezes antes de entender que a mão que ele estendia para ela era para cumprimentá-la.
Ela estava meio perdida, olhou novamente nos olhos dele. Pretos. PRETOS!
Ele era a merda de um demônio ou não? Seu olhos TINHAM que ser VERMELHOS. Mas eram pretos, e lente nenhuma conseguiria disfarçar os olhos vermelhos. Seus sentidos estavam ficando loucos!
Tirou a mão do bolso, largando a faca nele, e apertando gentilmente a mão do garoto. Era quente. DEVERIA SER MAIS FRIA. Destiny havia errado? Isso era possível?
O que estava acontecendo afinal? (...)”

2 comentários:

reeh *-* disse...

Oh my God!! Why you are so good?
I love you girl
Rê ;)

Amanda Martins ;} disse...

So good, I loved ;D